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Candeias / BA - 24 de Fevereiro de 2026
Publicado em 20/07/2023 10h30

Brasil registra queda de 2,4% em mortes violentas intencionais em 2022, aponta Anuário

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam redução de 48 mil para 47 mil vítimas, na comparação com o ano anterior. Homicídios dolosos e latrocínios caíram, enquanto lesão corporal seguida de morte e assassinatos de policiais cresceram.
Por: G1

Brasil teve uma redução de 2,4% nos registros oficiais de mortes violentas intencionais ocorridas ao longo de 2022, em comparação com 2021. Dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Anuário do Fórum Brasileiro da Segurança Pública indicam uma queda de 48,4 mil para 47,5 mil vítimas.

As mortes violentas intencionais (classificadas por especialistas com a sigla MVIs) levam em conta os crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio (veja no infográfico abaixo).

Entram nas estatísticas os dados envolvendo a atuação policial, tanto a letalidade (quando as polícias matam), quanto a mortalidade (quando agentes de segurança pública são mortos).

Os crimes de homicídio doloso (-1,7%) e latrocínio (-15,3%) apresentaram diminuição de 2021 para 2022, enquanto as lesões corporais seguidas de morte (18%) e os assassinatos de policiais (30%) cresceram no mesmo período.

O Anuário indica:

Números de mortes violentas intencionais

Crime 2021 2022 Variação
Homicídio doloso 40.336 39.629 -1,7%
Latrocínio 1.452 1.229 -15,3%
Lesão corporal seguida de morte 517 610 18%
Policiais mortos 133 173 30%
Mortes pelas polícias 6.524 6.430 -1,4%
Mortes Violentas Intencionais (MVI) 48.431 47.508 -2,4%

Das cinco regiões do país, três tiveram alta nas mortes violentas intencionais: Sul (3,4%), Norte (2,7%) e Centro-Oeste (0,8%). As quedas ocorreram no Nordeste (-4,5%) e no Sudeste (-2%), o que puxou a redução geral dos números em todo o país.

Das 923 vidas poupadas em 2022, 889 delas foram na região Nordeste.

Nos estados, os números caíram no Amapá (-25%), em Roraima (-18,4%) e no Distrito Federal (-10,1%). Já Acre (21%), Mato Grosso (18,9%) e Rondônia (14%) tiveram crescimento das MVIs de um ano para o outro.