O Brasil teve uma redução de 2,4% nos registros oficiais de mortes violentas intencionais ocorridas ao longo de 2022, em comparação com 2021. Dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Anuário do Fórum Brasileiro da Segurança Pública indicam uma queda de 48,4 mil para 47,5 mil vítimas.
As mortes violentas intencionais (classificadas por especialistas com a sigla MVIs) levam em conta os crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio (veja no infográfico abaixo).
Entram nas estatísticas os dados envolvendo a atuação policial, tanto a letalidade (quando as polícias matam), quanto a mortalidade (quando agentes de segurança pública são mortos).
Os crimes de homicídio doloso (-1,7%) e latrocínio (-15,3%) apresentaram diminuição de 2021 para 2022, enquanto as lesões corporais seguidas de morte (18%) e os assassinatos de policiais (30%) cresceram no mesmo período.
O Anuário indica:
Números de mortes violentas intencionais
| Crime | 2021 | 2022 | Variação |
| Homicídio doloso | 40.336 | 39.629 | -1,7% |
| Latrocínio | 1.452 | 1.229 | -15,3% |
| Lesão corporal seguida de morte | 517 | 610 | 18% |
| Policiais mortos | 133 | 173 | 30% |
| Mortes pelas polícias | 6.524 | 6.430 | -1,4% |
| Mortes Violentas Intencionais (MVI) | 48.431 | 47.508 | -2,4% |
Das cinco regiões do país, três tiveram alta nas mortes violentas intencionais: Sul (3,4%), Norte (2,7%) e Centro-Oeste (0,8%). As quedas ocorreram no Nordeste (-4,5%) e no Sudeste (-2%), o que puxou a redução geral dos números em todo o país.
Das 923 vidas poupadas em 2022, 889 delas foram na região Nordeste.
Nos estados, os números caíram no Amapá (-25%), em Roraima (-18,4%) e no Distrito Federal (-10,1%). Já Acre (21%), Mato Grosso (18,9%) e Rondônia (14%) tiveram crescimento das MVIs de um ano para o outro.